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Atividade

Atividade Pedagógica: Brincando de Ler

31 de julho de 2026 Mário Sérgio Godoy

Atividades de leitura literária ocupam um lugar tão importante na Educação Infantil. Ao ouvir histórias, conversar sobre personagens, narrar acontecimentos, desenhar, brincar e expressar sentimentos, as crianças ampliam sua compreensão do mundo e aprofundam sua relação com a linguagem.

A seguir uma proposta pedagógica intitulada “Brincando de Ler”. A atividade busca promover o gosto pela leitura, estimular a imaginação e fortalecer a oralidade por meio de experiências significativas com a literatura infantil.

Carrossel: Brincando de Ler 

Deslize os slides, e se fizer sentido para você, adapte à realidade da sua turma e compartilhe com outras educadoras e educadores que acreditam que a leitura começa muito antes da alfabetização formal.

Atividade Pedagógica: Brincando de Ler.

Um rei de bom coração decreta o fim das tristezas em seu reino. E exige que todos vivam felizes, sob pena de serem castigados com cócegas e piadas. Mas o que acontece quando se elimina a tristeza na vida das pessoas?

Problematização pedagógica:

Despertar o universo imaginativo através do contato prazeroso e contextualizado com a literatura.

Imaginação e fantasia

Consiste na leitura e interpretação de um livro de literatura infantil. Destina-se a faixa etária de cinco anos de idade, devendo estar inserida no projeto de trabalho em desenvolvimento com a turma, a fim de que tenha significância no interior da vivência pedagógica conjuntural das crianças.

Como parte de um processo contínuo que busca despertar o gosto e o prazer pela leitura através do contato contextualizado com o texto escrito, essa atividade tem como objetivos principais o desenvolvimento da imaginação, estimulada pela fantasia, e da oralidade, através do desenvolvimento da narrativa.

O livro proposto é “O decreto da alegria” escrito por Rubens Alves e ilustrado por Luiz Maia. Tem 24 páginas e traz a história de um rei que decreta o fim das tristezas em seu reino. O rei tem um bom coração e quer apenas a felicidade do seu povo, por isso estabelece um decreto que exige que todos vivam felizes sob pena de serem castigados: com cócegas e piadas. Com isso o rei ignorara a importância da tristeza na vida das pessoas. E a proposta pedagógica é exatamente problematizar de forma lúdica a importância da tristeza, não como oposto da alegria, mas também como um importante sentimento humano, até para que a alegria exista realmente.

Sugestão de roteiro e abordagens pedagógicas para a atividade:

  1. É fundamental que a professora estude o livro no sentido de incorporá-lo, tornando-se, ela própria, a portadora da história e não apenas uma simples leitora que utiliza técnicas para prender a atenção;
  2. A partir do conteúdo do livro, eleger os principais conceitos relacionados a valores, costumes e relações sociais tendo como eixo norteador a problematização da relação entre os conceitos alegria e tristeza;
  3. É fundamental sensibilizar previamente as crianças no sentido de criar um clima de expectativa e interesse pela leitura do livro. Por exemplo, mostrando o livro e dizendo “aqui dentro tem uma história muito interessante sobre um rei que só queria alegria e não gostava da tristeza….. alguém aqui não gosta da tristeza? Será que ela só é ruim ou pode ser boa?
  4. Preparar juntamente com as crianças um ambiente aconchegante para a leitura que poderá ser dividida em dois momentos: o primeiro pode estar condicionado pela ludicidade e o realce das situações que envolvem a problematização proposta; e o segundo, por uma leitura que possibilite às crianças visualizarem as palavras e poderem acompanhar o que está sendo lido, pelo menos em algumas partes;
  5. Após a primeira leitura, indagar, por exemplo, por que no início os súditos gostaram da idéia; entretanto, o que começa a acontecer quando percebem que há coisas tristes que já fazem parte de nossas vidas, mas que estão sendo proibidas como: o entardecer e a tristeza gostosa do crepúsculo, o canto triste do sabiá, a poesia triste e melancólica que nos emociona;
  6. Após a segunda leitura, trabalhar o desenvolvimento da oralidade propondo situações onde as crianças narrem à história através de um processo interativo no grupo brincando de ler o livro;
  7. Realizar a releitura da história ou parte dela através da linguagem do desenho e da hipótese de escrita, expondo os trabalhos para toda comunidade escolar no “varal do brincando de ler”;
  8. Como fase final da atividade, considerando o envolvimento e a motivação das crianças, pode-se propor a realização de uma entrevista com as famílias sobre o que acham da tristeza e da alegria, com perguntas elaboradas pela turma como, por exemplo, a tristeza e a alegria podem ser amigas?